Operação da PF flagra empresas de segurança clandestinas em Alagoas

Material apreendido das empresas foi mostrado na coletiva (Foto: Lucas Leite/G1)

08 Abril 2016

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G1

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Operação da PF flagra empresas de segurança clandestinas em Alagoas

Uma operação da Polícia Federal, denominada “Securitas”, fiscalizou empresas que prestam serviço clandestino de segurança patrimonial e pessoal na cidades de Maceió e Arapiraca. Equipes visitaram oito locais e, em três deles, foi confirmada a irregularidade. A ação foi concluída na quinta-feira (7).
Em coletiva realizada na tarde desta sexta (8), a PF informou que a operação partiu de denúncias recebidas pela superintendência do órgão em Alagoas. Em Maceió, a empresa Apoio Security, que fica no bairro de Mangabeiras, foi notificada por não ser regularizada.

Outras duas empresas são de Arapiraca. Em um condomínio do município, foi constatada a presença de dois vigilantes pertencentes à empresa clandestina de nome Sistema Alvo. Com os funcionários, foram apreendidos coletes, algemas, cassetete e rádios de comunicação. O condomínio foi notificado para que se regularize.
Em outro ponto de Arapiraca, a PF notificou a empresa Dellta Segurança LTDA, apontada como uma das maiores a atuar no estado sem registro. Foram apreendidos com os funcionários coletes, algemas, rádios HT e central de rádio.

"Essa foi apenas a primeira fase da operação. Recebemos a denúncia de oito empresas, e encontramos apenas três delas funcionando", explica o delegado André Costa.

Security
A reportagem do G1 tentou contato com as empresas citadas na operação, porém,só obteve êxito com a Security, que informou, através de nota, que a empresa, que atua de forma legal, está trabalhando para regularizar pontos específicos pontuados pela Polícia Federal.

"De fato a PF nos procurou. Mas apenas a título de esclarecimento sobre algumas lacunas no cadastramento dos nossos coletes que compõem o uniforme dos Agentes de Portaria, e que inclusive já tramitam para regularização na instituição federal. Ainda, segundo o corpo investigativo, nosso material se assemelha ao da Segurança Pública, e este seria o motivo da exigência para regularização documental, a fim de resguardar a Apoio Security contra eventuais situações de caracterização enganosa praticadas por terceiros", relata a nota ao enfatizar que a empresa que atua há 8 anos "está em total concordância com as vigências das leis, estando integralmente apta a compatibilidade com o que rege a constituição brasileira".

Notificação
Segundo a Polícia Federal todas as três empresas foram notificadas e devem parar de exercer as atividades. Os proprietários têm 10 dias para apresentar defesa e, caso sejam flagradas ainda praticando a atividade irregularmente, os donos podem ser condenados a penas de 3 meses a 2 anos de prisão.

A PF destacou que realiza o controle da atividade de segurança privada e vem intensificando este trabalho para fazer com que todas as empresas que desejem atuar no ramo sejam devidamente inscritas e cadastradas no órgão e com vigilantes devidamente aprovados em cursos de formação e cadastrados.
O delegado Costa ressaltou que a população pode verificar se a empreza está regularizada através do site da Polícia Federal, colocando o CNPJ da empresa no sistema de busca. "Esses empresários podem estar colocando uma pessoa não preparada para exercer essa função, dar uma arma para uma pessoa que tem antecedentes", conclui o delegado.
O nome da operação é uma referência à deusa da Segurança e Estabilidade, significando no Império Romano o Cuidar da Liberdade.

Fonte: G1



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